quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A busca pelo par ideal

Em todas as relações, todos procuram seu par ideal, principalmente no relacionamento amoroso. Há segredos para ter sucesso nessa área tão importante da vida?


É notório que todo mundo procura seu par ideal, seja a relação de casamento ou namoro. Há algum segredo para isso? Claudia Finamore, psicóloga e psicanalista com especialização em psicogeriatria, esclarece algumas dúvidas e vai além: “As pessoas buscam uma relação ideal em qualquer âmbito, desde o amoroso até o profissional. Algumas relações podemos escolher, como as amizades. Outras, como a família, nos são oferecidas pela vida. Desejamos pais ideais, irmãos ideais, chefes ideais, como também parceiros amorosos ideais. E desejar um parceiro ideal é desejar alguém que seja tal e qual nossas fantasias de um companheiro perfeito, que corresponda aos nossos desejos e nossas necessidades.”
Quais os limites entre realidade e sonho? Idealizar um parceiro é um risco, e Claudia, que participa dos atendimentos do Centro de Estudos Psicanalíticos (CEP), em São Paulo, comprova com base em sua experiência profissional: “Esse parceiro perfeito, completo, ideal, não existe além das nossas fantasias. Encontramos na vida diversos tipos de pessoas, com as quais nos relacionamos de várias maneiras. Tais encontros podem ser mais conflituosos ou menos. Podem levar mais ao amadurecimento ou mais à regressão, dependendo de como a dinâmica da relação é estabelecida.”
Autoconhecimento e diálogo
Como sair da esfera de sonho impossível e pensar uma relação com os pés no chão, embora com o encantamento natural de um romance? A psicóloga diz que, para uma relação razoavelmente saudável, “é importante que a pessoa conheça seus valores de vida, seus desejos, suas dificuldades, e avalie se o parceiro possui valores semelhantes e objetivos de vida aproximados.” E exemplifica: “Pense em uma mulher que não deseja casar-se e nem ter filhos, acreditando que sua felicidade tem como fonte principal o seu trabalho, porém com um companheiro que acredita na grande família do início do século 20, com muitos filhos e uma esposa na função do lar. Possivelmente, esse casal sentirá dificuldades para estabelecer uma relação saudável, se esses valores forem muito arraigados e não passíveis de negociação.”

A psicanalista orienta: “É importante que cada um conheça seus limites: o que é suportável, o que é insuportável – e o que é negociável.” Desse modo, é possível estabelecer uma relação amorosa relativamente saudável. A falta de conhecimento de si mesmo e, por consequência, escolhas equivocadas de pessoas para se relacionar, levam a dinâmicas conflituosas, trazendo sofrimento às pessoas envolvidas. O diálogo aberto e franco pode colaborar em escolhas mais acertadas, a partir da possibilidade de falar seus desejos e valores e ouvir os desejos e valores do outro.”
Amor que dói
Mas há, infelizmente, muitos casos em que o amor causa dor. Há, inclusive, pessoas que já estão calejadas em relacionamentos desastrosos, um após outro. O que resta fazer? Segundo Claudia, é hora de uma intervenção mais direta: “Caso a pessoa perceba que costuma manter relações amorosas que trazem dores e dificuldades, é importante buscar ajuda psicoterapêutica para possibilitar novos encontros, com dinâmicas mais saudáveis e prazerosas.”
Fonte: Unipress

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Problemas na relação amorosa?

Diálogo e confiança mútua podem resolver

Quem nunca enfrentou uma crise na relação amorosa? E quem nunca achou que a razão estava do seu lado? Pois é, nessa área da vida, em que cada um quer ter a razão, como esquecer as mágoas, baixar a guarda e resolver os conflitos? Algo simples e esquecido pela maioria das pessoas, mas que pode colocar um ponto final nas desavenças, é uma boa conversa.
“O diálogo é a palavra de ordem nos relacionamentos amorosos, ainda mais quando o casal atravessa uma crise”, diz o psicólogo Silmar Coelho, doutor em Psicologia e Liderança pela Universidade de Tulsa, nos Estados Unidos.
De acordo com Coelho, todo e qualquer relacionamento amoroso passa por problemas. No entanto, a capacidade de lidar com cada um deles varia de casal para casal. “Quando as crises surgem, o melhor é conversar e confiar mutuamente. O diálogo deve ser mantido dentro de um relacionamento, principalmente quando uma das partes detecta um sinal de alerta. Quem não dá importância a esses sinais e não corrige o que precisa, certamente terá problemas maiores, pois eles aumentam de tamanho quando não confrontados”, afirma.
O que eles pensam
O psicólogo pontua também que diante de uma situação complicada, homens e mulheres não enxergam o problema de forma semelhante. “Nem sempre é simples fazer com que o parceiro entenda o que o outro sente, e, na hora da raiva, algumas pessoas perdem o controle, e consequentemente, a razão. Uma conversa sincera é importante, sem agredir ou culpar, mas sim, explicando o que se sente”, ressalta.
A exposição de sentimentos é um dos motivos de discussões entre alguns casais, pelo fato de que, mais uma vez, homens e mulheres pensam de maneira diferente. “O homem acha que provendo as necessidades da mulher está dizendo que a ama. Mas para a mulher essas coisas não bastam, pois ela precisa ouvir o tempo todo que é amada, já o homem não”.
Portanto, na concepção do psicólogo, o relacionamento deve ser construído com verdade. “Problemas todos os casais têm, mas vale o esforço e a tentativa para superá-los e fazer a relação ser melhor a cada dia. Uma relação saudável é construída todos os dias, com pequenos gestos e atitudes de respeito e amor”, finaliza.