sábado, 10 de dezembro de 2011

Maturidade para amar

Maturidade para amar


Toda intimidade tem o seu preço de responsabilidade
Algumas pessoas não entendem muito bem o que realmente representa o período de namoro e sua importância na vida de dois jovens cristãos. O namoro prepara “adultos”, um homem e uma mulher, com bom nível de maturidade, para um futuro convívio a dois. A questão aqui não discrimina idade, mas maturidades espiritual e emocional. 

Para entender melhor, é como se Deus trabalhasse com um semáforo. Se uma moça ou um rapaz traz dentro de si sentimentos de ciúme e insegurança, o sinal de Deus está vermelho, e a resposta é NÃO. O Pai ama seus filhos e sabe que um relacionamento sem estrutura só produz um resultado: traumas. Quando dois jovens se esforçam para ser “santos”, buscando no Senhor a pessoa certa, o sinal fica amarelo. Ele está dizendo para esperar. Isso não significa que estão prontos, mas, por terem dado liberdade para Deus de agir, Ele então trabalha para unir. 

Por essa razão que é tão importante o casal de amigos, que mantém um bom ritmo de comunicação e que pretende namorar, se unir, primeiro, em propósito de oração e jejum, para ter de Deus o sinal verde. Quando um rapaz e uma moça entram em oração para saber a resposta do Senhor, estão honrando Ele. Isso faz toda a diferença. 

Embora o desejo de ambos seja tornarem-se íntimos, a liberdade no aspecto físico e sexual não é permitida por Deus. A relação sexual está destinada a pessoas casadas (Hebreus 13.4; Gênesis 2.24; Cantares de Salomão 4.12; 1Tessalonicenses 4.3-5; Colossenses 3.5-6; 1Coríntios 6.15-20; 1Timóteo 5.22; 2Timóteo 2.22). 

O período de namoro é um tempo de conhecimento da alma, do coração, nunca do físico. O aspecto físico está destinado para depois do casamento. Na maioria das vezes não é fácil. É uma questão que exige disciplina própria e vigilância constante. É um período onde a comunhão espiritual é fator primordial. Quanto mais próximos os dois estiverem de Deus, mais próximos estarão um do outro. 

Saber a hora certa para um beijo ou um abraço mais apertado fica a mercê do que o Senhor determina dentro do relacionamento de cada casal. Sabe-se, porém, que um casal de namorados cristãos tem Deus sempre em primeiro lugar em suas vidas. As vontades, emoções e mentes estão sempre no plano dEle. O corpo físico sempre está sob controle. 

Infelizmente, muitos namoros cristãos estão fora do padrão de Deus. O espírito se apresenta fraco gerando uma sensibilidade espiritual cauterizada. Não se escuta a voz do Espírito porque a carne está sendo alimentada, as emoções e vontades, descontroladas. O físico veste a sensualidade. Ora, todo casal de namorados deseja um carinho. O que deve ser evitado são os exageros. Existe uma diferença de um beijo de um casal de namorados e um beijo de um casal de cônjuges. Assim também há diferença nos abraços de namorados para um abraço caloroso de marido e esposa. 

Avanços físicos só frustram o relacionamento, pois irão provocar desejos sexuais que não podem ser satisfeitos devidamente antes do casamento. (1Tessalonicenses 4.3-8; 1Coríntios 7). Estar em atividades com outros jovens, fazendo atividades divertidas, sempre é uma boa opção. Envolver-se com amigos é bastante gratificante. 

É importante observar, nessa fase, a relação da pessoa com Deus e os hábitos dela e dos pais. Nunca se deve casar para desfrutar do sexo, casamento não é apenas isso, muito mais está envolvido. Pense que casamento é para sempre, (Gênesis 2.24; Romanos 7.1-3; Mateus 19.6). 

Agência Unipress Internacional
Nilbe Shlishia

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Cautela na paquera

Cautela na paquera
Olhar não tira pedaço, ou tira?



Muitos cristãos se perguntam se o fato de paquerar alguém é pecado. Ora, foi Deus quem criou a mulher para o homem, e nessa conquista é mais do que natural que haja um cortejo. Uma troca de olhares, um sorriso ou um gesto de simpatia, nada tem a ver com vulgaridade ou pecado. 

O que uma pessoa de Deus, porém, não pode esquecer é que antes da “paquera” é preciso saber, e muito bem, quem é o pretendente. Se houver uma mínima possibilidade de o pretendente ser comprometido, cuidado! Nesse caso, a ingenuidade passa a tomar, sim, forma de pecado e maldição. 

O ideal é investigar primeiro a situação da pessoa para depois jogar um olhar “43”. O amor é um sentimento puro e muito lindo quando cultivado de maneira correta e verdadeira. É impossível ser feliz com a infelicidade de alguém. Cabe aí o bom senso e o desejo de cumprir a Palavra de Deus. Se alguém comprometido lhe paquera, esteja certo que fará o mesmo com você se um dia estiver ao seu lado. 

Após ter verificado que a pessoa é descomprometida, de boa índole e que, de fato, nasceu de novo para o Reino de Deus, por que não olhar? Afinal, olhar não tira pedaços! 

Tanto o homem quanto a mulher se sentem atraídos um pelo outro, e o olhar pode ser uma resposta muito bonita para ambos. Quando olhares e sorrisos são trocados, um clima de expectativa e surpresa paira no ar. 

A paquera é isso. Um comportamento que caracteriza a iniciação de um interesse. É a descoberta de um sentimento que impulsiona decisões. A paquera saudável é aquela em que tudo acontece naturalmente. Muitas vezes, conversando em um grupo de amigos, de repente, acende uma luz verde. Alguém interessante aparece! Nessa hora, sem perceber, você começa a dar uma atenção especial a alguém. A hora voa e você fica pedindo a Deus que aquele momento seja eterno. Papo vai, papo vem... e como você já estava mesmo em propósito esperando no Senhor, o momento se torna PERFEITO. 

Essa é a hora de conversar, conhecer melhor o outro, encontrar afinidades, descobrir seus sonhos e alvos. Mas, lembre-se, tudo com muita elegância, descrição e de uma maneira pura e sem malícia. Trata-se da descoberta de uma nova amizade. É dessa maneira que você saberá, com o tempo, se vale ou não à pena investir em tal pessoa. 

A paquera é a preparação para o início de um namoro, ou não. Este primeiro momento é decisivo para, pelo menos, amadurecer a idéia. 

Não se pode esquecer, também, sobre o alerta de Deus para o coração do homem: Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo os pensamentos; e isto para dar a um segundo o seu proceder, segundo o fruto de suas ações. (Jr 17:9-10) 

Nunca se parte para uma paquera sem ter um objetivo. Paquerar alguém por diversão, apenas como parte de um joguinho, pode despertar expectativas no outro, gerando mal-estar. Isso não agrada a Deus porque Ele conhece as intenções de cada coração: Como louco que lança fogo, flecha e morte. Assim é o homem que engana o seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira. (Pv 26:18-19)

Agência Unipress Internacional
Nilbe Shlishia